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Os dados estão espalhados por todos os lados, não há como negar. Resultado de um mundo cada vez mais conectado, onde até mesmo as relações humanas são permeadas por uma quantidade crescente de informações digitais, não é de se espantar que a gestão de dados se torne cada vez mais presente e determinante no dia a dia dos negócios.

De forma objetiva, o processo de gerir dados diz respeito às atividades nas quais se faz a coleta, assimilação, curadoria, utilização e proteção das informações que circulam em uma empresa. 

Seu principal objetivo é otimizar o fluxo dessas informações para que, dessa forma, os gestores e suas equipes possam tomar melhores decisões e pensar medidas que impactem positivamente os resultados do negócio.

Sendo assim, continue a ler este artigo para entender de que forma o sucesso de um serviço de saúde está relacionado a uma gestão eficiente dos dados.

O poder dos dados

A relação entre os seres humanos e a utilização de dados para otimizar as atividades do cotidiano é antiga. Para você ter uma ideia, uma das primeiras ferramentas utilizadas para realizar operações numéricas, O Osso de Ishango, cuja superfície era gradativamente preenchida com marcas talhadas (a forma de se registrar os dados no mundo antigo) data de, aproximadamente, 19.000 a.C. 

De lá pra cá, vivemos uma verdadeira revolução na forma com que nos relacionamos com os dados, graças, principalmente, ao crescimento do ecossistema digital nas últimas décadas.

Não à toa, a crescente demanda por tecnologias capazes de guardar e interpretar os dados é um indício de como a sua boa gestão permite uma série de vantagens competitivas, como a execução de tarefas com mais agilidade, segurança, transparência e um considerável aumento de produtividade.

São múltiplas as operações que podem se beneficiar com os insights fornecidos pelos dados. E a cadeia de suprimentos é uma delas. 

O que, em termos práticos, significa encontrar os melhores fornecedores, antecipar tendências e sazonalidades, obter uma melhor comunicação interna, evitar o desabastecimento e/ou desperdício de insumos e, consequentemente, oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes, que, no caso dos serviços de saúde, são os consumidores finais da cadeia.

Talvez agora você esteja se perguntando: com tantas vantagens competitivas, o que falta para alguns gestores incorporarem a gestão de dados às suas rotinas?

Impasses para uma gestão de dados eficiente

Apesar de oferecer novas alternativas e caminhos inovadores para a cadeia de suprimentos, melhorando a produtividade dos profissionais e a qualidade de vida dos pacientes, ainda há organizações que resistem ou encontram dificuldades em realizar uma boa gestão de dados.

Ter uma visão mais analítica do negócio já é visto pelos gestores como uma vantagem competitiva, mas, curiosamente, “enquanto 78% das organizações concordam que o “analytics” está mudando a natureza da vantagem competitiva, apenas 12% consideram ter uma boa análise de dados”, como destaca este artigo da Endeavor.

Alguns impasses estão relacionados ao processamento inadequado dos dados coletados, o que faz com que não sejam geradas percepções relevantes sobre o negócio. A ausência de atualizações e de uma manutenção constante na coleta também podem ser fatores agravantes.

Entretanto, a dificuldade mais comum encontrada pelas empresas ainda diz respeito a toda uma cultura organizacional que não está preparada para lidar com inovações, tanto de caráter tecnológico quanto institucional. 

Gestores que não possuem uma visão estratégica quanto à análise de dados — por desconhecerem as ferramentas mais adequadas de coleta, por exemplo — terão mais dificuldades para aproveitar seus benefícios.

Por isso, é importante que a mudança de valores venha, sobretudo, de cima. 

Assegurar uma estrutura de negócios em que a qualidade dos dados, bem como o seu fácil acesso, seja priorizada pelas lideranças é essencial para o seu máximo aproveitamento.

E o que mais é necessário para uma gestão de dados eficiente? É o que vamos descobrir a seguir:

O que compõe uma boa gestão de dados

Uma gestão de dados eficiente está atrelada ao conceito de governança do seu negócio. Isso diz respeito a um conjunto de atitudes que visam promover as boas práticas e contribuem para a otimização de processos, o aumento do controle interno e a tomada de decisões assertivas.

É importante frisar a questão ética envolvida na coleta e proteção de dados. A boa gestão também passa pela necessidade de impedir que as informações vazem e caiam nas mãos erradas, comprometendo a saúde financeira da empresa e a segurança dos colaboradores e pacientes. 

E mesmo que processos automatizados estejam dominando cada vez mais a análise de dados, os indivíduos, cujo julgamento humano atribui valor às informações, ainda são os componentes principais das operações do seu negócio.

Lembremos disso, ainda que estejamos vivendo na era de dados. Se você gostou desse artigo, confira também 4 lições que a pandemia deixa para o futuro da gestão de suprimentos.