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Provavelmente você já se deparou com o termo fluxo de caixa, uma métrica que ajuda os gestores a terem um maior entendimento da circulação de dinheiro entre as diversas áreas do negócio. 

O fluxo de caixa tem como função combinar lançamentos comuns, como receitas e despesas, e contas mais sofisticadas, como capital de giro e investimentos. Isto é fundamental para uma gestão financeira eficaz.

A métrica é essencial para auxiliar na tomada de decisões estratégicas e na redução de custos. Além disso, o modo como você gerencia o fluxo de caixa pode ter uma grande influência nos diversos setores da sua empresa, sobretudo na gestão de compras e de estoque.

O que significa que tomar decisões financeiras sem um controle adequado do fluxo de caixa pode prejudicar seriamente o seu serviço de saúde.

Nesse artigo iremos abordar a relação entre controle do estoque e fluxo de caixa, bem como algumas dicas práticas para melhorar a gestão financeira do seu negócio. Vamos nessa?

A relação entre fluxo de caixa e estoque

Cada vez mais encarada como atividade estratégica, a gestão de estoque tem se tornado um ponto focal de diversas áreas da empresa, principalmente para o setor financeiro. E não é difícil imaginar o porquê. É o departamento financeiro que supervisiona os recursos que garantem a compra de insumos e, por sua vez, a continuidade do funcionamento da empresa. 

Não à toa, esse artigo do Sebrae destaca que “uma boa gestão de estoque passa por equilibrar compras, armazenagem e entrega, controlando as entradas e o consumo de materiais, movimentando o ciclo da mercadoria”. 

O controle de estoque deve levar em consideração a demanda por insumos, para  atender o paciente, mas não deve ignorar níveis excessivos de estoque ou prazos de pagamentos, pois isto resulta no desperdício de capital de giro. E aqui vale aprofundar o conceito:

Capital de giro é o volume de dinheiro que é “investido” no curto prazo para fazer uma operação funcionar mas que não é refletido nos custos, pois ainda não foi usado. Por exemplo: 

Sua empresa possui um estoque de luvas que custou R$10,00. Ao longo deste mês a operação usou o equivalente a R$5,00, portanto seu custo foi de R$5,00 com luvas. Além disso, o estoquista comprou R$10,00 a mais de luvas para suprir um aumento estimado de demanda que acabou não ocorrendo. Seu estoque foi de R$10,00 para R$15,00, um gasto (ou investimento) de R$5,00 adicionais.

Ao final do mês o custo da empresa com luvas foi de R$5,00, mas o capital de giro teve um resultado negativo de R$5,00 então o fluxo de caixa foi de – R$10,00. Por isso, entender a dinâmica de estoque e o seu impacto no fluxo de caixa é fundamental.

É por meio do registro e supervisão constantes das atividades financeiras da sua empresa que se torna possível reconhecer quais são as maiores despesas, bem como identificar os maiores impactos no fluxo de caixa para traçar estratégias que irão otimizar a gestão de compras. 

E mais: é nesse processo de análise que o gestor verifica se possuirá saldo suficiente para firmar novos compromissos com os fornecedores e adquirir novos insumos. 

Agora que você entendeu a relação entre o estoque e o fluxo de caixa, separamos algumas dicas para otimizar a sua gestão financeira. Confira!

1. Crie categorias para classificar suas movimentações

O controle financeiro pode ser aprimorado por meio da separação e classificação das entradas e saídas do seu negócio.

Estabelecer categorias específicas para as despesas torna possível identificar onde você tem mais e menos custos e quais são as áreas mais fortes do seu negócio. Além disso, também faz com que as operações sejam mais transparentes e ágeis.

Sendo assim, divida os gastos relacionados:

·   Às despesas fixas: aquelas que são recorrentes e independentes dos serviços prestados. Gastos com aluguel, contas de energia, pessoal e outros que tendem a não variar muito, são despesas fixas.

·  Aos custos variáveis: aqueles incorridos na prestação de serviço e que estão diretamente ligados à receita. Os insumos (tanto os críticos quanto os de cauda longa, como abordamos neste artigo) são exemplos de custos variáveis.

Como vimos acima, isso tem um impacto direto no seu estoque e no seu fluxo de caixa. Portanto, equilibre sempre suas compras para não deixar faltar nada, mas também não deixar dinheiro desnecessariamente parado.

2. Aposte em um sistema de gestão digital

Sistemas de gestão permitem que as informações sobre  suas finanças sejam colhidas de forma simples e precisa, contribuindo para um controle financeiro mais seguro, além de possibilitar um panorama esclarecedor sobre o seu negócio.

Softwares digitais permitem ainda uma maior integração entre os diferentes departamentos, visto que os dados coletados encontram-se centralizados e podem ser facilmente localizados, diferente do que acontece em processos manuais e offline.

3. Atualize as informações e acompanhe os resultados

Um fluxo de caixa eficiente exige não apenas o exame contínuo e detalhado das informações registradas, mas também a sua atualização. Portanto, novos registros precisam ser feitos periodicamente para que se tenha uma visão real e atual da situação do seu negócio.

Com os dados atualizados e centralizados, os setores integrados e um fluxo de caixa eficiente e transparente, você será capaz de fazer compras mais inteligentes, como aponta o método de gestão Just in Time, no qual a gestão de estoque ocorre de modo a impedir tanto o desabastecimento quanto o excesso de insumos armazenados, além de evitar o congelamento do estoque.

Mais uma vez, dispor de um sistema de gestão facilita essa jornada, pois fornece relatórios e informações analíticas que possibilitam um maior controle das suas finanças, apontando as áreas que precisam de mais investimento, onde é possível diminuir custos e como aumentar a produtividade.

Gostou desse artigo? Então aproveite e confira a importância das unidades de medidas para o controle do seu estoque!