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Com a velocidade com que as profissões vêm se aprimorando, escolher o fornecedor com menor custo não basta para ser considerado um bom comprador da saúde. Cada vez mais, o profissional que atua na área precisa possuir habilidades que vão além do básico para se destacar e ajudar a empresa a ganhar relevância no mercado.

Esse cenário é o resultado de um maior entendimento do papel vital do setor de compras para uma gestão eficiente dos recursos materiais e financeiros do negócio.

Portanto, além de barganhar valores, o profissional precisa olhar ao redor e entender o mundo à sua volta, atribuir estratégia às ações e inovar. Saiba quais são as 6 habilidades que todo comprador da saúde deve desenvolver

1. Organização e Planejamento

Tendo como ponto de partida que o setor de compras é um dos pilares para gerir os recursos financeiros da empresa, torna-se imprescindível desenvolver a habilidade de organizar e planejar a rotina de compras. Saber o que comprar e quando comprar faz parte desse processo.

Além de proteger o negócio de situações críticas, como a quebra de estoque, a capacidade de organizar e planejar ainda garante melhores preços nas negociações. Afinal, o comprador da saúde não vai ter necessidade de pagar mais caro por compras de última hora ou arcar com fretes urgentes, por exemplo. O que resultará em um melhor desempenho que se traduz diretamente na geração de caixa.

Além disso, a capacidade de planejar e organizar processos impede compras em duplicidade, contribui para a redução de fraudes e erros e ainda assegura um ambiente livre de estresse.

2. Capacidade de negociação

Como citamos no tópico anterior, por meio da prática da negociação, o comprador da saúde consegue barganhar melhores preços e descontos. Mas isso não é tudo. Desenvolver essa habilidade também te ajudará, comprador, a ter uma visão mais clara do mercado, o que, por sua vez, permitirá entender as dinâmicas de preço e competitividade.

A capacidade de negociação aliada ao planejamento ajudará o departamento de compras a definir uma estratégia de abastecimento, evitando gastos desnecessários e administrando relacionamentos construtivos com fornecedores complementares, para mitigar eventuais problemas de abastecimento. Negociar bem significa não se acomodar e sempre buscar novas parcerias.

Lembrando que, para uma negociação eficaz, o ideal é contar com, no mínimo, 3 orçamentos de diferentes fornecedores; as propostas devem apresentar as especificações dos produtos, os valores detalhados, condições de pagamento, preço do frete e previsão de entrega.

3. Escolher bons fornecedores

Saber selecionar bons fornecedores é tão importante quanto ser organizado e negociar bem. São eles que fornecem os insumos que serão utilizados nos procedimentos médicos dos pacientes. Portanto, precisam ser escolhidos com cuidado e atenção.

O bom fornecedor é aquele que, além de bons preços, também responde seus pedidos de orçamento com rapidez, realiza as entregas no prazo combinado e é capaz de te atender em situações emergenciais. Acima de tudo, o bom fornecedor acredita na construção de um relacionamento comercial duradouro e não em maximizar o ganho em uma única transação.

Além disso, fique atento(a) à qualidade dos produtos fornecidos e assegure-se de que os parceiros seguem as normas e boas práticas estabelecidas pelos órgãos fiscalizadores. Como você pode imaginar, esse cuidado é imperativo para todo negócio que lida com a vida e a saúde das pessoas.

Com isto, a relação entre as duas partes tem tudo para ser positiva e duradoura.

4. Trabalhar em equipe

Lidar com diferentes personalidades em um ambiente de alta performance exige um bom trabalho de escuta que, por sua vez, ajuda a manter uma comunicação transparente entre os departamentos da empresa.

Como peça fundamental na engrenagem da cadeia de suprimentos, o setor de compras deve trabalhar para estabelecer um diálogo claro e centralizado com as demais áreas do serviço de saúde, a fim de evitar desencontro de informações e prevenir situações que levem a prejuízos financeiros ou afetem a saúde do paciente.

Nesse ponto, destaco os benefícios em adotar um sistema integrado de gestão que centraliza e analisa os dados da empresa, e ajuda na prevenção de ruídos. Essas ferramentas ainda contribuem para a diminuição de atividades burocráticas e repetitivas, como o envio e análise de orçamentos em planilhas de Excel. É a tecnologia trabalhando com você e para você! 

5. Fazer a gestão de risco da cadeia de suprimentos

Ter sempre uma carta na manga, um plano B para situações emergenciais. Este é o fundamento da gestão de risco. E nenhuma empresa é imune a crises, não é mesmo? Imprevistos acontecem, porém alguns riscos são previsíveis e podem ser evitados.

Faz parte do desempenho de um bom comprador da saúde identificar as lacunas e prevenir ao máximo problemas futuros. É preciso conhecer a sazonalidade de pacientes, que impacta a demanda e também a da indústria, que impacta a oferta; entender os riscos sistêmicos (como pandemias) que podem invalidar todo o planejamento feito e até ficar atento aos mercados internacionais, que impactam diretamente produtos importados.

Fazer brainstorming, coletar  informações e análise da causa-raiz são alguns dos métodos adotados. E aqui é recomendado utilizar tecnologias que contam com Inteligência Artificial (IA) para chegar a soluções mais precisas e menos baseadas na intuição.

Monitorar as ameaças é um método de prevenção e não garante que imprevistos não acontecerão, mas por meio da gestão de risco fica muito mais fácil criar um plano de contingência e assegurar o bem estar do paciente.

6. Visão estratégica

Desenvolver uma visão estratégica na área de compras é essencial para identificar as melhores oportunidades de redução de custos e aumento da rentabilidade. Espera-se, portanto, que o comprador tenha acesso a dados e informações que vão servir de base para ações eficazes.

Nesse momento, vale a pena investir em softwares que consigam interpretar e gerir esses dados, de modo que fique mais fácil entender quais são as demandas internas e externas.

São vários os benefícios de investir em um sistema de gestão. Destaco 4 deles:

  • Melhorar os fluxos de informações;
  • Melhorar a saúde financeira da empresa;
  • Centralizar as ações em uma única plataforma;
  • E automatizar os processos de compras.

Com essas 6 habilidades bem desenvolvidas, o comprador da saúde estará preparado para enfrentar imprevistos e fazer uma gestão financeira da cadeia de suprimentos de maneira eficiente.

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